As recentes medidas protecionistas do governo Donald Trump, como novas tarifas sobre produtos importados de países como México, Canadá e China, iniciaram uma guerra comercial. Esse conflito abalou os principais índices acionários americanos.
Ao mesmo tempo, indicadores de emprego, inflação e atividade econômica mostram uma desaceleração nos EUA. O FED tem adotado uma postura cautelosa para cortar juros, temendo que o tarifaço possa reacender a inflação.
Diante desse cenário de incerteza, a grande questão é: a economia mundial está à beira de uma recessão? Confira nossa análise e opinião completa abaixo!
1- Expectativa do FED cortar juros
De acordo com a ferramenta FED Watch, da CME Group, o mercado espera que o banco central americano reduza a taxa de juros entre uma e duas vezes. Esse movimento pode estimular a retomada da economia dos EUA.
A expectativa é que a taxa de juros seja reduzida do intervalo atual de 4,25% – 4,5% para 4% – 4,25% ainda no primeiro semestre, na reunião de 18 de junho de 2025.
2- Resolução de conflitos geopolíticos
A possível assinatura de um acordo de paz definitivo entre Rússia e Ucrânia, mediado pelos EUA, pode beneficiar a cadeia produtiva global. A estabilização impactaria principalmente a comercialização de commodities energéticas, como petróleo e gás.
O conflito entre Israel e os grupos Hamas e Hezbollah também tem apresentado avanços em negociações de cessar-fogo. A diminuição da escalada desses conflitos reduz incertezas e contribui para a estabilidade econômica global.
A queda no preço das commodities favorece o arrefecimento da inflação nos EUA e em mercados emergentes. Dessa forma, os bancos centrais terão mais espaço para cortes de juros e estímulo econômico no médio prazo.
3 – Estímulos econômicos anunciados pela China
O governo chinês anunciou recentemente medidas para incentivar o consumo e o uso de crédito. Essas iniciativas beneficiam mercados emergentes que exportam matérias-primas para a China.
Apesar da guerra comercial entre China e EUA, a interdependência econômica mantém um equilíbrio que beneficia ambos os países.
4 – Ciclo de corte de juros do BCE
Com a inflação sob controle e próxima da meta de 2%, o Banco Central Europeu tem reduzido gradualmente a taxa de juros. O objetivo é estimular a atividade econômica nos países do bloco europeu.
O reaquecimento da economia europeia no médio prazo beneficia a cadeia de suprimentos global, trazendo impactos positivos para diversas indústrias.
5- Continuidade da revolução da IA
A revolução da inteligência artificial está apenas começando! O evento Deep Seek mostrou que é possível desenvolver modelos de IA generativa a baixo custo.
Com a democratização da tecnologia, empresas chinesas têm investido pesado em IA para competir globalmente. Isso pode gerar inovações que, no futuro, rivalizem ou até superem as soluções americanas.
Conclusão
Apesar do cenário turbulento, os estímulos econômicos previstos para 2025, tanto nos EUA quanto na China, devem beneficiar os mercados emergentes.
A solução de conflitos geopolíticos e a corrida por avanços em IA também contribuem para a retomada econômica global.
Diante desse contexto, as chances de uma recessão mundial são baixas, a menos que surja um evento inesperado, como uma nova pandemia ou um grande conflito geopolítico. Esperamos que não, certo?
imagem principal do artigo de freepik
Comments are closed.